O atual sistema político brasileiro, de maneira geral, incentiva o afastamento dos bens intencionados, abre uma “avenida” para os vigaristas de plantão e , ao final, corrompe quase todos que nele mergulha, transita ou navega….
Tempos atrás, aqui nesse espaço, por ocasião da operação “Lava-Jato”, que teve o então juiz Sérgio Moro como principal coluna, na sua figura, hipotequei um conjunto de sentimentos esperançosos, relacionados a um novo tempo para o Brasil.
Ainda naquele contexto, quando o mesmo renunciou a magistratura para se integrar, na qualidade de ministro, à gestão do então presidente Bolsonaro, surpreso, “joguei a toalha” e perdi minhas esperanças naquilo que, outrora, despertou-me imaginação em algo novo.
Ao deixar o governo, o mesmo (Moro) atribuiu ao então presidente acusações graves. De resto, de lá para cá, já é história e todos conhecem o desfecho.
Pois bem..

No polo político que a expressiva maioria da população jura ser antagônico, comandado pelo atual presidente Lula da Silva, uma frase direcionada a ele (Lula) pelo então candidato ao planlato, antes opositor e agora aliado, Geraldo Alckmin, ganhou repercussão: “Lula quer voltar à cena do crime”.
O tempo passou….
As cenas dos últimos noticiários da grande imprensa nacional, realçaram imagens do atual senador Sérgio Moro, ao lado do pré-candidato a presidente da República, legitimo representante do clã bolsonarista, em coletiva de imprensa, tentando explicar suas “toxicas” relações com o controlador do extinto Banco Master, revelou-me uma dúvida…
fiquei, cá, pensando com os meus botões:

Estaria o “herói” da Lava-Jato voltando à cena do crime?
Na atividade política profissional, no transcorrer do tempo e com os dinâmicos acontecimentos, todos são colocados nos seus respectivos lugares. Não adianta ser “direita, esquerda ou de centro”, com algumas exceções, todos ganharão suas respectivas tonalidades corruptas……
