A chegada do Padre Renato – por Jean Michell.

Há exatos 58 anos, aos 31 de março de 1963, o Padre Pedro de Souza Leão aguardava a chegada do novo vigário ecônomo da Paróquia de Santo Antão, vindo da Paroquia São Lourenço Mártir, em São Lourenço da Mata, o Padre Renato da Cunha Cavalcanti,  com apenas 33 anos de idade e 8 anos de sacerdócio.

Recepcionado por clérigos e pelas autoridades civis presentes, em seguida foi rezada a missa na qual foi lida a sua provisão. Podemos ler aqui o relato dos primeiros dias após sua chegada,  escrito por ele mesmo no livro de tombo da paróquia:

“Os meus primeiros dias na paróquia foram bastante difíceis, porque cheguei no domingo da paixão, devendo organizar e realizar a semana santa sem conhecer ninguém, sem ter sacristão, sem ter padre nem seminarista para ajudar e ainda estranhando muito certa desordem que existia na igreja, juntamente com uma falta de asseio inexplicável. Não culpo o vigário anterior mas a situação de incerteza que antecedeu a transferência do mesmo para a Matriz de São José, no Recife. Apesar de tudo a Semana Santa se fez, e ainda com todas as suas tradicionais procissões.”

Após pouco mais de um ano em nossa paróquia, o então Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara o nomeia Pároco inamovível, ou seja, fixo.Foram 52 anos de paroquiato até sua Páscoa definitiva aos 02 de maio de 2015, tendo realizado o maior paroquiato da tricentenária paróquia de Santo Antão.

Ao longo de tantos anos, Padre Renato ensinou, evangelizou, catequizou e amou o povo vitoriense, fundou diversas comunidades em nossa cidade, incentivou a criação de duas paróquias, construiu a casa paroquial, zelou copiosamente a Igreja Matriz de Santo Antão, fundou diversos movimentos e pastorais, incentivou a vinda de comunidades religiosas para o município. Tudo isto feito com um único propósito:  a glorificação de Deus e salvação das almas.

Padre Renato foi um sacerdote que amou seu ministério, amou o rebanho a ele confiado e através deste amor deixou seu nome perpetuado na história do povo Antonense.

Jean Michell – paroquiano da Matriz de Santo Antão. 

Esta entrada foi publicada em A Lupa. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *