UM KENNEDY EM VITÓRIA – por Ronaldo SOTERO

No próximo ano, serão lembrados os 60 anos da visita de Edward Kennedy, irmão do ex-presidente dos EUA, John Kennedy (1917-1963) (Democrata, partido do futuro presidente Joe Biden,) ao Engenho Galileia, marco das Ligas Camponesas em Vitória de Santo Antão, ocorrida em uma segunda feira, 31 de julho de 1961.

Na época, Edward (Ted) Kennedy, promotor-assistente, com 29 anos, realizava viagem a América Latina e chegara a Recife no dia anterior, ficando hospedado no antigo Grande Hotel, onde funciona atualmente o Fórum Thomaz Aquino Wanderley, centro da cidade. No mesmo dia, esteve com o governador Cid Sampaio.

Na visita ao engenho Galileia, o tradutor foi o cearense Celso Furtado (1924-2004), primeiro superintendente da Sudene. Furtado fluente no idioma inglês, integrou em 1944, o batalhão da Força Expedicionária Brasileira, destacado na cidade italiana de Toscana, como oficial de ligação entre os oficiais brasileiros e o V Exército Americano. É autor de vários livros com destaque ao clássico Formação Econômica do Brasil Ensinou em Sorbonne, França.

A viagem de “Ted” Kennedy em terras vitorienses pode ser lida em duas obras: Pernambuco em Chamas, do jornalista Wandeck Santiago e A revolução que nunca houve, do americano da Universidade de Georgetown, Joseph Page. Ele visitou o Brasil várias vezes e seu livro foi lançado em 1971, nos Estados Unidos . A tradução brasileira só seria lançada em 1981, feita por Ariano Suassuna.

Vitória de Santo Antão, terra onde o caminhante sempre encontrará uma estrada de memória e história.  LER É DESCOBRIR

Ronaldo Sotero. 

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