IVO QUEIROZ  X  BRECKENFELD –  AGLAILSON JÚNIOR  X  PAULO ROBERTO – 1997 – 2020 – por Pedro Ferrer.

A História é a grande mestra. Os fatos passados devem servir-nos de lição. O senso crítico e o discernimento serão o pêndulo da balança. Vamos recordar um fato recente ocorrido final de 1996, início de 1997.

Vamos às eleições ocorridas naqueles anos. ‘História da Vitória de Santo Antão, 1983 a 2010” livro que trata dos principais acontecimentos ocorridos em todas as esferas no nosso município no período citado. Página 271, ANO 1997:

“Tomou posse o novo prefeito. Com o respaldo de uma esmagadora vitória, com diferença de 18.420 votos, sobre Ivo Queiroz, Carlos Breckenfeld da Costa chegou à Prefeitura. A posse se deu em um ambiente de muita festividade. No dia 01 de janeiro, a sociedade vitoriense, representada por figuras de destaque de seus diversos segmentos, esteve presente para prestigiar seu novo prefeito e seu vice, Paulo Roberto Leite de Arruda. A vitória do Breckenfeld trouxe para os mais inteligentes e críticos uma realidade gritante que se manifesta periodicamente ao longo da História em todos os recantos: não há poder que não tenha seu fim. Outro detalhe da eleição foi a escachelada e reduzida votação de Pedro Queiroz, ex-presidente da Câmara e ex-prefeito, 573 votos.

Paralelamente ao executivo, tivemos a posse da nova Câmara. Sete vereadores foram reeleitos. Renovação de 55%. “O Jornal da Vitória”, na edição de janeiro de 1997, faz uma análise da nova composição da Câmara e conclui, “os novos parlamentares têm uma tendência natural de manter o mesmo nível de trabalho da bancada que exerceu a gestão imediatamente anterior”.

Entendemos “nível”, não no sentido de ritmo e produção, mas com um significado bem mais complexo: ser ou não ser independente (professor Pedro Humberto Ferrer de Morais).

Reflitamos. Não necessitamos de muito esforço. Breckenfeld bateu dr. Ivo Queiroz, inegavelmente o maior líder popular do município, de uma maneira fragorosa. Levando-se em consideração que dr. Ivo era, inquestionavelmente um grande líder, amado e estimado pelos seus eleitores, o espanto e impacto causados pelos 18.420 votos, foi bem maior e mais significativo que os 14.000 ora obtidos por Paulo Roberto.  Não há comparação entre Ivo e Aglailson Júnior como líderes políticos. Como outrora o povo quis mudar. Sabemos que outras razões e fatores atuaram nos dois processos. Cabe aos cientistas políticos analisarem e concluírem.

Ficou comprovado que a maneira de fazer campanha mudou: os comícios e as carreatas são peças desusadas. A prática de aliciar, distribuindo dinheiro às vésperas do pleito não surtem mais efeito. Obras no final do mandato para impressionar não dobram mais o eleitor que   evoluiu e despertou. Vivemos outra época; novas ferramentas de comunicação: face, whatsapp, twitter, e-mail …

  Há outras lições a serem tiradas. O futuro próximo político da nossa cidade está nas mãos do Paulo Roberto. Ele tem uma folha em branco para desenhar e delinear nosso e seu futuro político. Se ele permanecer atrelado ao grupo do Amarelo estará, provavelmente, condenado ao fracasso.  A montagem do seu secretariado o indicará.

Um alerta: em 1997, o povo dizia que o grupo de Ivo tinha se acabado. Não haveria milagre para ressuscitá-lo. Mas a História é dinâmica e cruel. Breckenfeld para decepção dos seus correligionários realizou uma fraca administração e caiu na desgraça dos eleitores. No pleito seguinte, entrou “Aglailson Pai” na disputa e recuperou a prefeitura.

Aos vitoriosos fica a lição do Breckenfeld. Quem avisa amigo é. O povo não é besta. Para tirar, basta um piscar de olhos.

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Parabéns ao blogueiro Pilako que com suas entrevistas ao vivo        imprimiu nova roupagem às campanhas. Os ausentes fujões na próxima eleição pensarão duas vezes.

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NOTA  FÚNEBRE: dr. Ivo Queiroz faleceu no mesmo ano da sua espantosa e inexplicável derrota, no dia 11 de outubro de 1997. Teria a tristeza acelerado sua nefasta enfermidade? Que pensam os bruxos e agourentos?

Professor Pedro Ferrer. 

 

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