O candidato a prefeito “mais rico” e “mais pobre” na eleição municipal 2020.

Dando prosseguimento à postagem anterior, em que realçamos e catalogamos informações dos 14 participantes das 7 chapas que estão disputando a prefeitura da nossa cidade, nesse pleito de 2020,  hoje, iremos divulgar um “raio X” no tocante  ao conjunto patrimonial dos mesmos. Se bem observados os respectivos valores nominais declarados, em boa parte dos bens, logo veremos uma forte discrepância com os valores do mercado. Poderemos, então,  imaginar que suas “excelências” exageram um pouco, ou seja: quem declara ter muito, nos parece possui muito mais, e quem declara nada possuir certamente possui algo que deveria ser declarado.  

Com efeito, ressaltemos, porém, que todas as informações aqui postadas foram repassadas pelos próprios candidatos e estão ao alcance de qualquer internauta no site do TSE – Tribunal  Superior Eleitoral. Levando em consideração que o limite de gasto na disputa majoritária na nossa cidade, nas eleições municipais de 2020, ficou estipulado pela Justiça Eleitoral no valor de R$ 597.144,07 veremos que três das sete chapas são detentores de recursos pessoas mais que suficiente para investir o “teto” – são elas (chapas):  Aglailson/Henrique, Antonio/Teresa e Paulo/Edmo.

Seguindo a ordem alfabética – critério do site do TSE – disponibilizaremos, abaixo, os nomes dos postulantes (chapas) com os seus respectivos patrimônios e algumas observações que julgamos interessante/importante/curiosa.

Formada por 6 partidos – PSB, PL, AVANTE, REPUBLICANO, PP e PSC – a coligação “Frente Popular da Vitória” apresentou Aglailson (R$ 594.144,11) e Henrique (R$ 1.692.791,06). Essa chapa é a 3ª “mais rica” (R$ 2.286.935,17). Tendo como base o pleito anterior,  disputado por ambos, os mesmos  tiveram seus respectivos patrimônios acrescidos.

Disputando a prefeitura na “cabeça da chapa” pela 3ª vez, agora pelo DEM, o empresário Antônio de Lemos tem como vice a funcionária pública estadual Tereza da Saúde. Ele, detentor  do maior patrimônio de todos os candidatos (R$ 3.293.636,75), foi o único a declarar possuir semoventes e moeda estrangeira no  conjuntos dos bens.  Ela, por sua vez, declarou não possuir qualquer patrimônio.

Marcado pelo ineditismo, o PDT – Partido Democrático Brasileiro – apresentou sua chapa com duas mulheres. Hérika Araujo (R$ 170.000,00) e Bruna Morais (zero) são “marinheiras de primeira viagem”  em disputas eleitorais. Formam, inclusive, a “dupla” com menos idade das 7 chapas que  estão disputando.

Podemos dizer que o candidato a prefeito e a vice “mais pobres” da eleição estão disputando pelo PTC – Partido Trabalhista Cristão. Moacir da Mandioca (zero)  e Dr Gil (zero)  declaram à Justiça Eleitoral não possuir nenhum patrimônio. Aliás, foi a única chapa, do ponto de vista financeiro, que declarou essa  condição.

Formada por 6 partidos – PSL, PRTB, SOLIDARIEDADE, MDB, PSD e PTB – a coligação “Vitória Merece Respeito” homologou os nomes dos empresários Paulo Roberto (R$ 1.007.387,00) e Edmo Neves (R$ 1.432.622,48), prefeito e vice, respectivamente. É a 2ª chapa “mais rica” (R$ 2.440.009,48). Em relação à declaração de bens dos dois no pleito  anterior, ambos apresentaram  queda em  seus respectivos patrimônios.

Na declaração de Paulo, pelo menos duas observações: foi  o único que elencou uma  lancha e também, curiosamente,  apresentou mais de 50% do seu patrimônio em “moeda viva” (R$ 600.000,00).

Empunhando a bandeira do Partido dos Trabalhadores, em 2020, na nossa cidade, anotamos o engenheiro Tomé Ferraz – que declarou não possuir bens – e a professora Clícia Roberta (R$ 170.000,00), prefeito e vice, respectivamente. No  quesito valor patrimonial, a “chapa” está empatada com a das “mulheres do PDT”, ou seja: R$ 170 mil cada.

Fechando nossa pesquisa estão os candidatos da agremiação  política  CIDADANIA, nesse pleito municipal, representada pelo candidato a prefeito  Toninho Nascimento (R$ 40.000,00) e pelo vice-prefeito Josivaldo Agente de Saúde, que declarou à Justiça Eleitoral não ser possuidor de bens. Ressaltemos, contudo, que na disputa de 2016 o vereador Toninho não apresentou bens na sua declaração. Assim sendo,  podemos dizer que o mesmo  obteve, nos últimos  4 anos,  100% no valor dos seus bens.

Essas, portanto, foram algumas das inferências que anotamos após “navegar” pelas  páginas oficiais do TSE, no que concerne às declarações de bens das 14 “figuras” que estão se apresentando para comandar a nossa cidade,  pelos próximos quatro anos.

 

Para concluir, contudo, apesar de termos candidatos “afortunados” e um bom número de mulheres, não encontramos em suas respectivas declarações nenhuma referência a valores imobilizados em joias. Assim sendo, com essas informações, esperamos estar contribuindo para que o eleitor antonense possa  valorizar seu voto, na hora d sufraga-lo  seu na urna.

 

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