Eleições Municipais 2020: gente safada na nossa terra não é verdadeiramente uma novidade…

Existe um provérbio português que diz: “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe…”. Difícil seria encontrar uma espécie de marco na humanidade a partir do qual o ser humano introduziu a mentira como “instrumento de trabalho”. Na Grécia Antiga, através dos chamados sofistas,  encontramos “pensadores” que ganhavam a vida ensinando – aos  que podiam pagar –  retóricas não dogmáticas, ou seja: carregadas de “pontos fora da curva”.

Possivelmente é no ambiente político que a mentira produz mais “sucesso”. O campo é fértil. Transformada numa espécie de “manual da mentira política” – ou verdade escancarada –  a obra  “O Príncipe” do pensador italiano Nicolau Maquiavel (1469 – 1527) conseguiu talhar até os dias atuais o termo “maquiavélico”, sinônimo de ardiloso, oportunista vigarista e etc. Se antes as estruturas de poder se socorriam na incontestável fé religiosa das massas para manipular e enganar,  no mundo de hoje o “pecado”, por antecipação,  já não leva mais ninguém ao inferno.

Pois bem, no tocante as mais modernas ferramentas de difusão de mentiras da atualidade – redes sociais – poderíamos dizer que,  nas últimas semanas,  o mundo começou experimentar e seguir por uma nova agenda. No Brasil, mais especificamente na seara política, temos a impressão que a “casa” começou a cair – usando uma linguagem popular policialesca. Tanto pelo lado do Partido dos Trabalhadores quanto pelo lado Bolsonarista. Parece-nos  que os dois grupos que se opõe de maneira sistemática se valiam de práticas semelhantes.

Na nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão -, com vista ao pleito municipal que se aproxima, aqui e acolá, já começam “pipocar” vídeos sem assinatura do autor, com a clara intenção, evidentemente,  de denegrir a imagem dos adversários. Aliás, já recebi vários em grupos de WhatSapp. O curioso dessa prática no interior é que pela fácil identificação do emissário da peça,  o autor do “crime” fica a poucos clicks. Se a Justiça Eleitoral realmente  tiver interesse em desbaratar essas “quadrilhas interioranas”, imagino que será uma tarefa mais fácil do que beber um copo com água. Basta querer….

Para concluir essas despretensiosas linhas sobre mentira, redes sociais e política gostaria de lembrar que a primeira candidatura a prefeito  do industrial José Augusto Ferrer, na nossa terra (1959), surgiu numa contenda envolvendo os chamados panfletos apócrifos, em que adversários políticos do seu pai, Nô Ferrer, soltaram na cidade para tentar macular sua honra. Portanto, mentira, pilantragem e gente safada na nossa terra não é verdadeiramente uma novidade.  Aguardemos os próximos capítulos eleitorais….

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