A Esperança – por Sosígenes Bittencourt.

No batente da garagem, há dias, há uma esperança. Apesar de imóvel, a esperança vive, a esperança não morre. Eu fui dormir, pensando na esperança. Eu acordei, procurando a esperança.

Eu pensava que a esperança havia ido embora. Porém, a esperança permanecia ali, verde como a esperança.

Vieram algumas pessoas, falavam alto, nem se ligaram na esperança. Não sabem o que perderam em não usufruir a esperança.

A esperança é uma poesia, pousada, há dias, num batente aqui de casa. Ninguém se agonia, ninguém tem medo da esperança.

A esperança, se um dia vier a ir embora, estará aqui sua lembrança.

Sosígenes Bittencourt

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