
Contam que, um dia, perguntaram a Louro do Pajeú por que ele bebia, e Dona Helena, a maior beneficiária de sua poesia, nunca reclamava.
Aí, Louro respondeu, em versos, ao atrevimento da pergunta:
Quando chego embriagado,
ainda encontro a porta aberta.
Aí, digo pra Helena:
Pode dormir descoberta.
Hoje, fica zero a zero,
amanhã, a gente acerta.
Sertanejo abraço!
Sosígenes Bittencourt
