DE REPENTE, A RIMA – por Sosígenes Bittencourt.


Contam que, um dia, perguntaram a Louro do Pajeú por que ele bebia, e Dona Helena, a maior beneficiária de sua poesia, nunca reclamava.
Aí, Louro respondeu, em versos, ao atrevimento da pergunta:
Quando chego embriagado,
ainda encontro a porta aberta.
Aí, digo pra Helena:
Pode dormir descoberta.
Hoje, fica zero a zero,
amanhã, a gente acerta.

Sertanejo abraço!

Sosígenes Bittencourt

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