Viva o 28 de maio: o dia da nossa autonomia!!!

Recentemente, no dia 06 de maio, nossa cidade festejou, com feriado, mais um ano da passagem de elevação à categoria de cidade, ou seja: éramos “vila” e passamos a ser “cidade”.

Pois bem, ao mergulharmos na historiografia local logo entenderemos que essa transformação (vila à cidade) não impactou, de maneira significativa, no cotidiano do lugar. Tratou-se, digamos assim, apenas de um título honorífico.

No meu modesto entendimento, na qualidade de estudioso da história local, acredito que  a data “ 06 de maio de 1843″  só ganhou essa relevância  toda no nosso calendário histórico por uma  coincidência do destino.

Explico:

Em 06 de maio de 1943, após exatamente um século da referida elevação (vila à cidade), na qualidade de prefeito, governava a cidade o Mestre José Aragão.

Conhecedor da história local, ele procurou “jogar tinta” nesse importante acontecimento (centenário), para comemorar com muita pompa,  e acabou tornando-o  maior do que na realidade ele o foi.

Com efeito, até hoje,  a cidade, os governantes e a Câmara de Vereadores  apenas reproduz essa data,  sem nunca haver procurado entender melhor os acontecimentos locais  a ela relacionados.

Explico novamente:

Hoje, quinta-feira,  28 de maio de 2026, marca,  exatamente, 214 anos da elevação da nossa então “Freguesia de Santo Antão” à categoria de “Vila de Santo Antão”. Esse acontecimento – Freguesia à Vila -, para o contexto da nossa linha do tempo, nesses 400 anos de história, foi, indiscutivelmente, o acontecimento que mais transformou  a vida da nossa  comunidade.

Foi a partir dessa mudança que deixamos de pertencer ao “Termo de Olinda”: seria hoje – mais ou menos –  como se fossemos  um distrito de Olinda.

Passamos a ter autonomia administrativa, isto é: cuidar da nossa arrecadação de impostos e aplica-los da maneira mais conveniente aos interesses locais. Em ato continuo, passamos a escolher os nossos legítimos representantes para a chamada Câmara Legislativa, algo só possível quando se chegava à categoria  de “vila”.

Nesse contexto, também abrimos espaço, já que a legislação prévia, para nossa autonomia jurídica: além de passamos a ter “juízes próprios”, passamos a ter cartórios e outros bancos de dados locais. Aliás, com a chegada da tão sonhada categoria de “vila” quase tudo na localidade se transformou, sob todos os pontos de vista.

Salve engano, o então prefeito José Augusto Ferrer de Morais, na sua 2ª gestão, ainda chegou a decretar feriado por ocasião de dia 28 de maio de 1812. Mas a “coisa”  não engrenou, digamos assim…

Assim sendo, daqui,  da minha tribuna eletrônica, intitulado de Blog do Pilako, levanto um “VIVA” especial  para o dia 28 DE MAIO.

Após a data da nossa fundação, 17 de janeiro de 1626, realço o  28 de maio de 1812 como o dia em que a terra desbravada por Diogo de Braga virou, definitivamente, um LUGAR AUTÔNOMO!!!

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