Relógio que pulsou, anos a fio, no pulso esquerdo do meu pai, Simônides da Silva Bittencourt, repassado, depois de sua passagem, pela minha genitora e geratriz, professora Damariz. Relógio relíquia, cujo tempo é que diz.
Envelhecido, mas jamais vencido, eis que, de espelho trincado, ponteiro parado, vai a Saulo Relojoeiro.
Ajustado e submetido a polimento, volta a reluzir, à sombra e à luz, o horário do momento.
E o evento ocorre, embalado por discurso de saudade, de pulsar o coração, na avenida
Mariana Amália, em Vitória de Santo Antão.
Pontual abraço!
Sosigenes Bittencourt
