
Eduardo Campos ocupa a bancada do Jornal Nacional naquela que seria a última entrevista de sua vida.
Diante das câmeras, para milhões de brasileiros, o então candidato à presidência da República mostrou-se firme e sereno, nacionalizando a frase que se tornaria uma marca de sua campanha:
“Não vamos desistir do Brasil”.
À época, comentou-se que Eduardo foi muito cumprimentado no estúdios da Rede Globo, passando muito bem no primeiro teste da campanha.
Saiu dali feliz, pensando nos compromissos do dia seguinte.
Todavia, não houve dia seguinte.
Campos morreu em acidente aéreo na cidade de Santos (SP).
O piloto da aeronave perdeu o controle e colidiu com o solo.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) constatou que a queda ocorreu por diversos fatores, entre eles, falha humana, condições inapropriadas para a operação no aeródromo e desorientação visual.
O episódio trágico mudou o curso das eleições daquele ano e gerou consequências políticas que perduram até hoje.
O jovem e talentoso político perdia a vida no auge de sua carreira, ainda em plena ascensão, aos 49 anos.
Após a sua morte, William Bonner relatara como fora o encontro com o então candidato:
“Comentei que as perguntas que fazemos sempre são as necessárias, que não surpreenderiam os assessores dele.
Eduardo Campos retrucou, sorrindo:
“O problema é quando surpreendem o candidato.”
E todos riram quando Marina completou:
“O media training dele foi com o Miguel”, dando a entender que o candidato tinha dedicado grande parte do tempo ao filho caçula, de 7 meses.
Assim que terminou nosso encontro, pude cumprimentá-lo pelo desempenho.
Brinquei, dizendo que as horas que havia passado com Miguel lhe tinham sido úteis como preparação para o nosso encontro.
O candidato sorriu.
E, com voz firme, virando-se para Patrícia, despediu-se:
“Vejo vocês no segundo turno!” – lembrou Bonner.
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