Momento Cultural: CONHECE-TE A TI MESMO (NOSCE TI IMPSUM) – por MELCHISEDEC.

O nosso Eu é um ato de disciplina, porque contém em si a essência verdadeira. Conhecer o Eu é descobrir a maneira certa de usá-lo. É também o ato de experimentar a liberdade responsável. Talvez seja a responsabilidade que nos leva a livre ação do nosso mental e à natureza do sublime, não revelada pela consciência.

Tudo está no Eu. O simples será revelado pelo Eu. Talvez tudo seja mais simples se houver pensamentos inteligentes e puros. Então cada um achar-se-á a si mesmo, decifrando as palavras conhece-te a ti mesmo.

Mentiras produzem aceleração das ações perniciosas na criatura, com sérios prejuízos para ela.

A verdade está em toda parte. É preciso agir acertadamente. Basta procurar meios de fugir da realidade.

A crendice e o fanatismo são os maiores entraves para o progresso espiritual das pessoas.

Devemos procurar pesquisar a verdade através do estudo comparado das diversas religiões, assimilar ponto por ponto, até que sob a inspiração divina, possamos tirar conclusões verdadeiras.

Não é possível conseguir a evolução de uma só vez. Devemos evoluir calmamente, vencendo os defeitos, um após o outro, até atingirmos a meta.

Os complexos problemas de nossa vida moral espiritual não poderão ser resolvidos de imediato, eles demandam tempo, soluções e vontade firme.

Temos que nos dedicar a essa complexa tarefa com determinação e perseverança, ouvindo sempre a voz que vem do nosso interior, se é que sinceramente queremos alcançar a libertação.

Onde poderemos encontrar a Realidade? No único caminho que nos conduz a sutilidade do nosso Eu interno.

O conhecimento do nosso Eu interno é uma meta sem fim.

A criatura humana não sabe que o movimento positivo e negativo tem por princípio reforçar o Eu interior.

O estado de consciência já liberto da confusão e da desordem é alcançado pela meditação, quando o Eu Superior assume o comando de nossa vida.

O desejo gera o esforço ilusório e nos sentimos menos dignos, prejudicando nossa evolução.

A vontade ferrenha de vencermos o desejo ilusório nos leva a um estado de consciência superior, bem próximo dos Seres Supremos. Nesse estado, descortinamos a tranquilidade, a paz interior e passamos a cultivar a vontade.

O esforço surge em nós, quando queremos vencer alguma coisa. Ele não se corporiza, pelo contrário, paira como algo fluídico.

Os desejos materiais, o apego aos bens transitórios não nos leva até o desconhecido. Só aquele que se isola do mundo profano, é que está capacitado a ouvir a voz interior que aponta o caminho da libertação.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 81 a 82).

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