Internauta Manoel Carlos comenta artigo

Comentário postado na matéria “Passado x futuro: uma barreira a ser quebrada – Por Wedson Garcia.“.

Fico impressionado como, ainda, toda uma geração ainda verbera e reverbera toda uma construção ideológico-histórica de que o Brasil viveu no dito regime militar os “anos de chumbo”.
Qualquer “ser” meramente bem informado, sem as lavagens cerebrais dos pseudos professores do segundo grau, e, de faculdades (ainda, informalmente marxistas) sabe que quem levou chumbo de verdade foram marginais militantes políticos, que pretendiam, em sua maioria, implantar uma ditadura comunista/socialista nesta “Terra Brasilis”.
A dominação cultural tem sido tão grande, tão drástica que os 40 milhos d e mortos (assassinados) na “revolução Russa” se tornam um símbolo fabuloso romântico na cabeça das gerações atuais.
Pilako, o facínora Deng Xiaoping se brincar, disputa com a Chapeuzinho Vermelho o imaginário inocente de nossas crianças… que drástico!
Em todo os dito período de “chumbo” no Brasil, os números oficiais indicam apenas 300 mortes!…. Qual ditadura no mundo da cortina de ferro matou menos de 10 mil vidas?
Em 1966, Mao lançou a Revolução Cultural. Tratava-se de reduzir a pó os vestígios do passado, de eliminar tudo quanto falasse da alma espiritual ou evocasse a beleza.
Os cenários e guarda-roupas da Ópera de Pequim foram queimados. Tentou-se demolir a Grande Muralha, e os tijolos arrancados serviram para construir chiqueiros! Era proibido possuir gatos, aves ou flores!
À palavra intelectual acrescentava-se sempre o qualificativo fedorento. Os professores deviam desfilar por ruas e praças em posições grotescas, latindo como cães, usando orelhas de burro, se auto-denunciando como inimigos de classe. Alguns, sobretudo diretores de colégio, foram mortos e comidos. Templos, bibliotecas, museus, pinturas, porcelanas viraram cacos ou cinzas.
Os mortos são calculados entre 400 mil a 1 milhão, e os encarceramentos em torno de 4 milhões: uma alucinante ninharia, se comparada aos massacres da Reforma Agrária e do “salto para a frente”! Apesar disso, a Revolução Cultural serve até hoje como fonte de inspiração para revoluções do gênero.
Triste!
Amigo Pilako o texto que foi escrito em seu Blog retrata apenas que quem o escreveu é um “romântico”, alienadamente romântico;
Veja que a China moldou os regimes comunistas do Oriente. Particularmente o do Camboja, onde os guerrilheiros vermelhos exterminaram mais de um quarto da população nacional.
Logo após a conquista da capital, Phnom Penh, metade dos habitantes do país foi impelida para as estradas. Doentes, anciãos, feridos, ex-funcionários, militares, comerciantes, intelectuais, jornalistas eram chacinados no local. 41,9% dos habitantes da capital foram eliminados nessa ocasião. Para poupar bala ou por sadismo, matava-se com instrumentos contundentes.
As multidões de ex-citadinos foram conduzidas a campos coletivizados. Ali trabalhavam em condições duríssimas, recebiam horas de doutrinação marxista, com pouco sono, separação total da família, vestimentas em farrapos e sem remédios.
Enfim…exemplos práticos da ilusão do igualitarismo não faltariam para serem citados aqui…
Mas…paciência…..
Pilakinho as pessoas esquecem que Cristo deixou claro para o jovem rico que abdicar dos bens teria que ser uma ação voluntária; foi Zaqueu quem disse que daria um terço do que possuía aos pobres e não foi Cristo quem o instou a tal. Cristo não quis acabar com os pobres. Quando a mulher derramou o frasco de perfume de nardo puro, originando a indignação dos apóstolos alegando ser um desperdício de dinheiro que poderia ser encaminhado para os pobres, Cristo respondeu: “Pobres sempre os tereis entre vós!”
Abraços.

Manoel Carlos

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3 respostas a Internauta Manoel Carlos comenta artigo

  1. Hildebrando Antonio de Lima disse:

    Bom texto. Infelizmente amigo, poucos leem e interpretam o interessante. As pessoas preferem o caminho mais curto, como acreditar em bandidos e corruptos políticos que pregam o nivelamento social com extinção da classe pobre, iludindo as pessoas com esmolas públicas, como; bolsa família, invasão de bens alheios etc., e chamam uma intervenção militar que tem o fim de garantir a soberania, de ditadura, e os fragilizados pelo sistema aceitam. Agora a corja está incutindo na classe estudantil adolescente que o regime militar acabaria com as redes sociais, porque sabem que isso traz um reboliço na classe. Tenho netos nas escolas assimilando isso, e já ouvi e tentei combater orientando.

  2. manoel carlos disse:

    Obrigado seu Hidelbrando….. vindo de vossa pessoa me enobrece a análise.

  3. Fico pasma como a necessidade por parte de algumas pessoas em defender ideologias políticas falidas e opressoras e não enxergarem o que realmente acontece no Brasil. O que vejo aqui nesses comentários totalmente partidários, são tentativas de impor uma falsa “verdade absoluta”, e quem age assim? Pessoas que desconhecem a troca que ocorre no verdadeiro diálogo. As redes sociais tornaram-se o principal palco das manifestações de intolerância. É muito fácil identificar esse tipo de conduta nas redes. Aqui temos um exemplo claro. É só ler o artigo do colega e em seguida os comentários que o seguem. Diante disso peço licença ao autor do artigo, para fazer algumas observações: 1º) a ditadura militar brasileira existiu SIM, isso é um fato e contra fatos não há argumentos. E mais uma vez repito, são FATOS, não é achismo e nem ideologia política falida. Existem inúmeros documentos que comprovam tal acontecimento, além de pessoas que perderam seus parentes, torturados, assassinados e exilados pelo governo opressor. Existem centenas de pessoas que sobreviveram para contar a história. E antes que alguém aqui venha me rotular de comunista ou de alienada de esquerda, saibam que não defendo nenhum tipo de governo opressor, nem de direita e nem de esquerda. O comunismo matou milhares de pessoas no mundo inteiro no século XX, isso também é a mais pura verdade. Mas, diferente de determinados grupos “ideológicos”, eu não sou cega e nem ingênua em pensar que só a esquerda matou. A direita matou e ainda mata até hoje. Ambos são culpados por verdadeiros genocídios no mundo inteiro. Alguém escreveu que no Brasil dos militares, APENAS 300 pessoas foram mortas. APENAS? 300 vidas perdidas podem ser consideradas normais só para eu defender minha ideologia? Tenha santa paciência. Outro absurdo é essa conversa de dizer que só quem levou chumbo foram marginais/militantes políticos, que pretendiam implantar uma ditadura comunista. Isso é uma mentira descarada, e eu me recuso a acreditar que ainda hoje pessoas com acesso a informação, falem coisas desse tipo. Eu segui os passos de meu pai, sou professora universitária, trabalho na Universidade Federal de Pernambuco, assim como meu pai trabalhava. Meu pai foi uma das tantas vítimas do governo militar, foi preso e torturado. Qual crime ele cometeu? Falar sobre a democracia dos gregos antigos em sala de aula. Isso não faz de meu pai um criminoso. Nem ele, nem seus amigos professores que também foram presos e torturados acusados de praticar o comunismo. Comunismo esse, que meu pai sempre desprezou assim como eu. Mas apesar de desprezar as práticas socialistas que foram um verdadeiro câncer no início do século XX, não vou ficar defendendo ditadura militar (ou negando sua existência) só para competir com os socialistas sobre quem matou mais.
    Outra coisa que fiquei me perguntando: o que é que o artigo do colega tem a ver com comunismo, socialismo, Mao, Fidel Castro, genocídio por parte da esquerda, Deng Xiaoping e etc.? Não tem nada a ver. O artigo fala apenas da dificuldade e a burocracia que o Estado brasileiro impõe para aqueles que querem ter acesso ao arquivo histórico que está preso nas bibliotecas fechadas pelo país a fora (pelo menos foi isso que entendi e peço desculpas ao autor do texto se interpretei de forma equivocada).
    Sejamos menos partidários, e pelo amor de Deus, respeitem a opinião dos outros. Abraço.

    • Luiza Oliveira. (Meu contato para quem quiser discutir de forma saudável e não propagar o ódio: luizaoliveira2409@hotmail.com)

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