OSMAN LINS E JORGE AMADO: O ELO AMERICANO -por Ronaldo Sotero.

Quem poderia unir o escritor vitoriense Osman Lins (1924-1978) e o baiano Jorge Amado(1912-2001)? O responsável desse elo é o professor da Universidade de Queens, em New York, o americano Gregory Rabassa, falecido aos 94 anos, em 2016, considerado o tradutor-mor da literatura latino-americana. De Osman ele traduziu Avalovara e de Amado, Capitães da areia.

Além dos dois escritores nordestinos, Rabassa traduziu de Machado de Assis (Quincas Borba e Memórias Póstumas de Brás Cubas). A ucraniana Clarice Lispector também foi traduzida pelo mestre americano. Não é para qualquer um ter a dimensão internacional do vitoriense nascido na Rua do Rosário, bairro da Matriz, Osman Lins, traduzido, inclusive para outros idiomas, a exemplo do francês e alemão. A Universidade de Brasília mantém o núcleo de estudos osmanianos, através da professora Elizabeth Hazin.

Em 2016, a Unicamp (Universidade de Campinas) adotou como livro do seu concorrido vestibular, a peça “Lisbela e o prisioneiro”, de autoria do escritor vitoriense. Ele é considerado um dos três maiores escritores do romance latino americano, ao lado do Prêmio Nobel, o colombiano Garcia Márquez e do argentino Júlio Cortázar, na visão do professor Gregory Rabassa. Em destaque, os livros Avalovara e Capitães da Areia com as edições em português e inglês.

O reconhecimento dos vitorienses ao seu escritor maior através da leitura de sua obra é, sobretudo, gesto de grandeza a quem levou o nome de sua cidade ao mundo em vários idiomas.

RONALDO SOTERO. 

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