Curiosidades Musicais: VINICIUS DE MORAES – por Léo dos Monges

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Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes (Vinicius de Moraes). Nasceu no Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913. Faleceu no Rio, 09 de julho de 1980, se vivo estivesse completaria cem anos no dia 19 de outubro de 2013.

Poeta essencialmente lírico, o que lhe renderia a alcunha de “poetinha”. Notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador de uísque, conhecido também por ser um grande conquistador.

Vinicius teve no campo musical como seus maiores parceiros: Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.

Filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes e Lidia Cruz. No fim da década de 1920 Vinicius de Moares produziu letras para dez canções, nove delas parcerias com os irmãos Tapajós. Sua primeira como letrista veio em 1928, quando compôs com Haroldo “Loira ou Morena”, gravada em 1933 pela dupla de irmãos. Vinicius teve publicado seu primeiro livro de poema, O Caminho para a Distância, em 1933 e lançou outros livros de poemas. Nessa década, foram também gravadas outras canções de sua autoria, como: Dor de Uma Saudade, O Beijo que Você Não Quis Dar, Canção da Noite e Canção para Alguém.

O ano de 1958 marcaria o início de um dos movimentos mais importantes da música brasileira a Bossa Nova. A pedra fundamental do movimento veio com o álbum “Canção do Amor Demais”, gravada pela cantora Elizeth Cardoso, além da faixa-título o antológico LP contava ainda com outras canções de autoria da dupla Vinicius e Tom como “Luciana”, Estrada Branca, Outra Vez e Chega de Saudade.

“Chega de Saudade” foi uma canção fundamental daquele movimento, especialmente porque o álbum de Elizeth Cardoso contou com a participação de um jovem violonista, que com seu inovador modo de tocar violão, caracterizado por uma batida, marcaria definitivamente a Bossa Nova e a tornaria famosa no mundo inteiro a partir dali. O nome deste violonista é João Gilberto.

CHEGA DE SAUDADE

Quando garoto, fazia concertos de piano para os meninos de sua vizinhança. A garotada não sabia, porém, que o instrumento – uma pianola – tinha um recurso automático que executava sozinho as canções. Vinicius apenas simulava a interpretação das peças.

Vinicius+de+Moraes+vmoraes7Fez seu primeiro poema aos 9 anos. Dedicou-o para uma menina chamada Cacy, por quem estava apaixonado na época, recebeu dos amigos o apelido “poetinha”. Formou-se em Direito em 1933. Também estudou inglês na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Casou-se nove vezes a primeira foi (Tati) Beatriz Azevedo de Melo, em seguida foram, Regina Pederneiras, Lila Maria Esquerdo e Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nelita Abreu Rocha, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Rodrigues Santamaria e Gilda de Queiroz Mattoso. Em 1943, iniciou sua carreira diplomática ao entrar no Itamaraty. Foi vice-cônsul em Los Angelis (EUA) e atuou nos consulados da França e do Uruguai. Após a edição do Ato Institucional nº 05 (AI5), que deu poderes amplos à Ditadura dos Militares, todos os diplomatas brasileiros homossexuais e que tinha fama de festeiros foram aposentados compulsoriamente. Vinicius foi um deles, que de volta ao Brasil, fez questão de declarar “Eu sou um Bêbado!”.

Junto com o compositor Baden Powell, Vinicius se trancou em seu apartamento em 1962 para escrever músicas. Eles ficaram lá por duas semanas. Compuseram cerca de 20 músicas e beberam três caixas de uísque.

Vinícius de Moraes 05Ao lado de Antonio Maria, Vinicius atravessou a noite bebendo num bar em Copacabana, ao raiar do dia, foram ver o nascer do dia na calçada da praia e ficaram observando várias pessoas ali se exercitando uns correndo, outros caminhando e por alguns minutos ficaram os dois olhando e Vinicius falou para Antonio Maria, amigo vamos fazer pacto. Nunca mais iremos fazer nenhum tipo de exercício exagerado.

Morreu aos 66 anos. No dia anterior, um repórter lhe perguntou se estava com medo da morte. “Não, meu filho. Eu não estou com medo da morte. Estou é com saudades da Vida”.

Em parcerias ao longo de sua carreira Vinicius compôs várias músicas entre elas, A Arca de Noé, A Benção-Bahia, A felicidade, Água de Beber, Apelo, Aquarela, Arrastão, Berimbau, Canto de Ossanha, Carta ao Tom, Cavalo-Marinho, Chega da Saudade, Coisa Mais Linda, Eu Sei que Vou te Amar, Garota de Ipanema, Insensatez, Marcha da Quarta-feira de Cinzas, Minha Namorada, Onda Anda Você, Regra três, Tarde em Itapoá…

Garota de Ipanema, uma das canções mais conhecidas de mundo. Sentados no Bar Veloso, Tom Jobim e Vinicius de Moraes encantaram-se com a beleza da jovem Hellô Pinheiro, que passava por ali rumo à praia de Ipanema. E fizeram a música em homenagem a ela. Composta em agosto de 1962, foi lançada somente em março de 1963, tornando-se o maior sucesso da Bossa Nova. Originalmente a música chama-se “Menina que passa”.

GAROTA DE IPANEMA

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
No doce balanço, a caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

leo

 

Leo dos Monges

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