Curiosidades Musicais: Jorge Assis de Assunção (Jorge de Altinho) – por Léo dos Monges

jorge

Nasceu do bairro de Salgadinho em Olinda – PE.

Quando Jorge tinha 5 anos de idade, o seu pai que era dono de posto de combustível no bairro da Encruzilhada Recife, decide ter uma vida mais tranqüila, mudou-se para Altinho, cidade do interior de Pernambuco, onde entrou no ramo de secos e molhados, espécie de atacado de supermercados.

Jorge sempre foi apaixonado por música, e uma música que ele adorava era “Menina Linda” na voz de Renato e seus Blue Caps, sucesso dos Beatles.

Por curiosidade resolveu copiar a música inteira no caderno, para depois se exibir para os colegas, já que eles não conheciam toda a letra.

Mais tarde Jorge foi fazer um teste no programa de auditório da Rádio Difusora de Caruaru e foi lá que recebeu do Radialista Uruapuã Barrocas o seu nome artístico.

No começo de sua carreira inspirou-se em Jackson do Pandeiro e Raul Seixas.

O interesse pela música nasceu muito cedo, aos 15 anos já rabiscava as suas primeiras composições, seu primeiro contato com a música foi na cidade de Parnamirim, onde um amigo Chico de Adauto o apresentou ao Trio Nordestino, ele mostrou algumas músicas e eles de cara gravaram duas músicas: “Sapo Cururu” e “Fole de Ouro”.

E depois gravaram: Forro Quentão, Xamego Proibido, Petrolina Juazeiro, A Capital do Forró e tantas outras.

Depois de ter gravado tantas músicas com o Trio Nordestino, foi convidado para gravar o seu primeiro vinil em 1980 pela Odeon, o disco tem o título “Jorge de Altinho – O Príncipe do Baião” com doze músicas de sua autoria.

Depois em outro disco ele resolveu ousar mais um pouco, como bom aluno do Maestro Camarão, colocou Mestres no Forró, Trombone, Saxofone e o Piston.

E foi muito boa essa idéia, porque as pessoas o apoiaram neste movimento e cantaram com ele em participações especiais, pessoas como: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Fagner, Zé Ramalho, Alcione, Paulo Diniz, e tantos outros.

Petrolina Juazeiro

Na margem do São Francisco, nasceu a beleza
E a natureza ela conservou
Jesus abençoou com sua mão divina
Pra não morrer de saudade, vou voltar pra Petrolina

Do outro lado do rio tem uma cidade
Que em minha mocidade eu visitava todo dia
Atravessava a ponte ai que alegria
Chegava em Juazeiro, Juazeiro da Bahia

Hoje eu me lembro que nos tempos de criança
Esquisito era a carranca e o apito do trem
Mas achava lindo quando a ponte levantava
E o vapor passava num gostoso vai e vem

Petrolina , Juazeiro, Juazeiro, Petrolina
Todas duas eu acho uma coisa linda
Eu gosto de Juazeiro e adoro Petrolina

leo

 

 

Leo dos Monges

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