Cura gay existe?

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O projeto de autoria do Deputado João Campos volta à tona, na última terça-feira (18), a Comissão de Direitos Humanos, aprovou o projeto de decreto legislativo, mesmo que em votação simbólica, falta passar pela Comissão de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça, mas não deixa de preocupar, o projeto em questão é conhecido como “cura gay”, ou seja, os profissionais psicólogos estariam autorizados ao tratamento da homossexualidade.

O presidente da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara o deputado Marco Feliciano é pastor e bacharel em Teologia, a partir deste contexto surge à primeira dúvida: como legislar numa profissão sem nenhum conhecimento e respaldo? O relator do texto Anderson Ferreira, aprova o projeto justificando que a psicologia está em constante evolução e ricas correntes teóricas, com isto, sendo difícil determinar procedimentos corretos, ou não. E acrescenta: É direito do profissional conduzir sua abordagem conforme a linha de atuação, segunda dúvida: qual linha de abordagem aborda a “cura gay?”.

Na verdade a intensão destes políticos é seduzir eleitores de um determinado grupo, pode até manipular e conseguir votos, mas não vai conseguir pôr em poder para esta comunidade o que está proposto no projeto. O que Marcos Feliciano defende não se sustenta não se cura gay. A nossa campanha contra o projeto busca pela igualdade dos direitos para os homossexuais, eles não precisam deste Projeto de Lei, e mais, um bom profissional não fará efeito participativo neste circo de imposição e diminuição da dignidade do outro, neste caso dos homossexuais.

 

Cleiton Nascimento
Psicólogo CRP02.14558

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