No dia de ontem (04) recebi, via redes sociais, dois vídeos atinentes ao ocorrido na Avenida Mariana Amália. Os vídeos mostram uma confusão envolvendo funcionários contratados pela prefeitura e um vendedor ambulante. Infelizmente não posso narrar o ocorrido, de maneira fiel, pelo fato de não estar no local na hora do problema.
Infelizmente ainda somos obrigados a assistir cenas desta natureza em pleno século 21. A luta corporal nos remete à idade média. É bem verdade que em casos de desobediência às Leis e a ordem pública, na atual conjuntura, deve-se chamar a Polícia para solucioná-la, até porque, a Constituição Federal lhes assegura o direito de usar a FORÇA, quando assim se fazer necessário.
É preciso também nesta hora de comoção geral, se ter muita calma para não se cometer mais excessos. Nas cidades, cujo as regras, nas questões de ordem pública são claramente definidas também acontecem tentativas de transgressão. Imagina então aqui em Vitória, cujo as regras mudam constantemente por conta do CALENDÁRIO ELEITORAL?
Se voltarmos um pouco a “fita” do tempo, poderemos lembrar, sem maiores dificuldades que, meses atrás, quando Elias e Aglailson estavam em plena campanha política, e que portanto, queriam passar a imagem de “BONZINHOS”, tudo era permitido, inclusive se usar as calçadas para negociar mercadorias, valendo salientar, sem que os mesmo ainda pagassem algum tributo à municipalidade, configurando-se assim, um crime, tipificado, como renúncia fiscal.
Todos nós sabemos que na nossa cidade os lideres políticos usam constantemente os comerciantes ambulantes, assim como, outras categorias, a exemplo dos mototaxistas, como MASSA DE MANOBRA, apenas para editarem e reeditarem suas POLITICAS CARCOMIDAS, modelo aliás, com data de validade vencida.
Sendo assim, o triste acontecimento de ontem (04), cenas aliás, já ocorrida em outra ocasião, exaustivamente usadas pela TV local, coincidentemente aconteceram no mesmo momento em que a TV Vitória está voltando a funcionar depois de passar um período, digamos, “cochilando”.
Independente de coincidência ou não, o Prefeito Elias Lira é obrigado a vir a público para dar as devidas explicações, até porque, a força e até as agressões usadas, no lamentável acontecimento, aparentemente partiram dos seus representantes, e que portanto, é de sua inteira responsabilidade.
A Câmara de Vereador da Vitória, deveria acionar a sua comissão de direitos humanos, se é que existe, para denunciar este absurdo ocorrido em plena via pública. A Seccional da OAB da nossa cidade, precisa dizer que está viva, e também vir a público repudiar estas cenas que reeditam os tempos de chumbos vividos por todos brasileiros. Os deputados, Henrique Queiros e Aglailson Jr precisam usar a tribuna da Assembleia Legislativa para denunciar a truculência dos funcionários da Prefeitura da Vitória para cobrar apuração rigorosa.
Enfim, este lamentável fato não poderá cair no esquecimento sem que os culpados sejam punidos, sejam eles quem for. Nossa cidade está precisando viver um novo tempo.
Para encerrar, me apropriarei da frase que constava no cabeçalho do jornal O LIBERAL VICTORIENSE, editado em nossa cidade em 1869 pelo conterrâneo Gomes Silvério que dizia: “QUANDO A LIBERDADE PERIGA, TODO CIDADÃO DEVE SER UM REVOLUCIONÁRIO”.








































